terça-feira, 26 de março de 2013
A Personagem de ficção, Antonio Candido
Personagem no Romance:
-Quando pensamos em enredo, pensamos em personagem;
-Na vida que vivem;
-A personagem representa a possibilidade de adesão afetiva e intelectual do leitor;
-A personagem parece o que há de mais vivo no romance.
Pessoa e Personagem:
-A personagem é um ser fictício;
-O romance se baseia na relação entre o ser vivo e o ser fictício, expressa pela personagem;
-O conhecimento dos seres é fragmentário;
-No romance moderno, há o predomínio da incomunicabilidade entre as personagens.
Universo do Romance:
-O romance retoma o modo fragmentário como percebemos os seres humanos e constrói as personagens;
-Na vida, a visão fragmentária é imanente; no romance, ela é estabelecida racionalmente pelo escritor;
-No romance, o escritor estabelece a lógica da personagem;
A marcha do romance moderno foi no rumo de uma complicação crescente da psicologia das personagens;
-Revolução do romance no século XX – passagem de um enredo complicado com personagens simples para um enredo simples (coerente, uno) com personagem complicada.
Personagens de costume:
-Traços distintivos;
-Caricatura;
Cômicos, pitorescos, invariavelmente sentimentais ou acentuadamente trágicos.
Personagens de natureza:
Traços superficiais;
Modo íntimo de ser;
Existência profunda.
Mauriac:
-As personagens não correspondem a pessoas vivas, mas nascem delas;
Há uma relação estreita entre a personagem e o autor;
1. disfarce leve do romancista;
2. cópia fiel de pessoas reais;
3. inventadas, a partir de um trabalho especial sobre a realidade;
-A personagem é basicamente uma composição verbal, uma síntese de palavras, sugerindo certo tipo de realidade;
-A combinação adequada dos traços dados às personagens é que garante a verossimilhança dos seres fictícios.
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